Motoristas e moradores de Campo Grande enfrentam alagamentos em diferentes pontos da cidade, após a chuva elevar o nível de córregos e lagos. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 67,6 milímetros até 16h30 de quinta-feira (15), depois de precipitações iniciadas na noite de quarta-feira (14).
Na Avenida Rachid Neder, o transbordamento do Córrego Segredo cobriu um trecho extenso da via. Perto do Moreninho e da Rotatória da Coca-Cola, o Córrego Bandeira também passou das margens, deixando parte da rua sem condições de passagem. O curso d’água forma e abastece o Lago do Amor, que igualmente transbordou.
Lagos transbordados deixam avenidas sem passagem
O alagamento provocado pelo Lago do Amor atingiu a Avenida Filinto Muller. Alguns veículos tiveram problemas ao tentar passar pelo trecho, com carros parando no meio da via. No Parque das Nações Indígenas, o transbordamento do lago tomou um longo trecho da Avenida Nelly Martins, conhecida como Via Park.
A água também deixou pontos críticos nas avenidas Gunter Hans e Guaicurus, onde carros ficaram ilhados. Na Avenida Ernesto Geisel, o Córrego Segredo e o Rio Anhanduí subiram bastante, mas ainda não haviam transbordado. Também foram registrados alagamentos em trechos da Avenida Calógeras e em bairros como Jardim Centro Oeste, Caiobá, Jardim Canguru, Los Angeles e Aero Rancho.
Previsão mantém risco de novos alagamentos
A previsão do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) aponta mais chuva para sexta-feira (16), com possibilidade de tempestades, raios e rajadas de vento pontuais nas regiões norte, nordeste e leste de Mato Grosso do Sul. Nas áreas sul e sudoeste, são esperadas chuvas fracas, além da possibilidade de neblina e nevoeiro.
Os acumulados elevados dos últimos dias mantêm o risco de alagamentos, principalmente em áreas vulneráveis. Em Campo Grande, a Defesa Civil atende pelo telefone 199. Para solicitar serviços como remoção de árvores, o contato é 156. Se uma árvore cair sobre a rede elétrica e houver risco de energização do imóvel ou da planta, a orientação é ligar para 193.
Campo Grande já havia decretado situação de emergência em setembro por estragos causados por chuva e vendaval. A medida, reconhecida pelos governos estadual e federal, permanece válida por 180 dias e permite mobilizar órgãos para resposta e reconstrução. O prejuízo inicial daquele temporal foi estimado em R$ 40 milhões, valor que ainda pode aumentar com o avanço dos levantamentos.
