Há R$ 5,79 bilhões esquecidos em bancos, consórcios e outras instituições financeiras que ainda podem ser recuperados. O Banco Central atualizou os dados em 13/10/2026, com valores contabilizados até agosto, e orienta que a consulta seja feita exclusivamente pelo sistema oficial.

A maior parte está vinculada a pessoas físicas: R$ 4,31 bilhões pertencem a 23,94 milhões de pessoas. Empresas concentram R$ 1,48 bilhão, distribuído entre 2,36 milhões de negócios.

Consulta e devolução passam pelo sistema oficial do Banco Central

A busca deve ser feita pelo Sistema de Valores a Receber, que permite verificar a existência de recursos para pessoas físicas, inclusive falecidas, e pessoas jurídicas. A liberação depende do fornecimento de uma chave Pix.

Sem uma chave cadastrada, a orientação é procurar a instituição financeira para combinar a forma de recebimento. Também é possível criar uma chave Pix e retornar ao sistema para solicitar a devolução.

Para consultar valores de uma pessoa falecida, é necessário ser herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal, além de preencher um termo de responsabilidade. Depois da consulta, o responsável deve tratar com cada instituição os procedimentos para receber o dinheiro.

O saldo caiu de R$ 10,6 bilhões em março para R$ 6,2 bilhões em maio. Segundo o Banco Central, cerca de R$ 5,7 bilhões foram transferidos em maio para um fundo público ligado ao Desenrola 2.0. O Tribunal de Contas da União (TCU) apura o uso desses recursos em programas federais fora do orçamento público.