Mato Grosso do Sul aparece em 10º lugar no Ranking de Competitividade dos Estados de 2026, divulgado em 27 de agosto em São Paulo. Em 2025 o estado estava em 9º. Quem passou na frente foi o vizinho de placa: Mato Grosso subiu de 10º para 9º e trocou de posição com MS.
No topo a mudança foi maior. Santa Catarina assumiu a liderança pela primeira vez em quinze edições do estudo e tirou São Paulo do primeiro lugar. Paraná ficou em 3º e Rio Grande do Sul em 4º.
O ranking é feito pelo Centro de Liderança Pública, avalia as 27 unidades da federação com cem indicadores e distribui tudo em dez pilares. Ficar entre os dez primeiros é a notícia que circulou. O detalhe que quase não circulou está mais adiante no mesmo documento.
Os cinco pilares em que o estado aparece entre os dez melhores
- Capital humano — 2º do país, com nota 89,7, segundo ano seguido na mesma posição
- Eficiência da máquina pública — 5º, com nota 73,6
- Sustentabilidade social — 8º, com nota 66,7
- Sustentabilidade ambiental — 9º, com nota 80,3
- Solidez fiscal — 10º, com nota 54,0, seis posições acima do ano passado
O maior recuo do país em educação foi o de Mato Grosso do Sul
O relatório técnico é direto na página do pilar de Educação: a maior perda entre os 27 estados foi a de MS, cinco posições de queda. O estado ficou em 18º, com nota 49,1.
Três indicadores puxaram para baixo. Taxa de frequência líquida do ensino fundamental, com perda de nove posições. Taxa de frequência líquida do ensino médio, com perda de seis. Taxa de atendimento do ensino infantil, também com perda de seis.
Frequência líquida mede a proporção de crianças e adolescentes que estão matriculados na etapa certa para a idade que têm. Quando esse número cai, quer dizer que menos gente daquela faixa etária está na escola onde deveria estar. O relatório não abre o dado por município, então não dá para dizer quanto dessa queda é da fronteira. O que ele afirma é que o estado inteiro colocou menos criança e menos adolescente na etapa certa em 2026 do que tinha colocado em 2025.
Segundo do país em capital humano e vigésimo quinto em potencial de mercado
O contraste dentro do próprio ranking é grande. MS tem a segunda melhor nota nacional em capital humano, com 89,7, e a vigésima quinta em potencial de mercado, com 26,0. São vinte e três posições de distância entre o melhor e o pior desempenho do estado.
Lido de Ponta Porã, o par de números descreve uma cena conhecida: o estado forma gente que o ranking avalia bem e não tem, pela mesma medida, um mercado do tamanho dessa formação. Quem tem filho terminando o ensino médio por aqui já ouviu a frase sobre ir para Campo Grande ou Dourados antes de qualquer relatório dizer isso em nota.
O que MS levou da mesma edição do ranking
No lançamento do estudo, Mato Grosso do Sul foi um dos três vencedores do Prêmio Excelência em Competitividade 2026, ao lado de Rio Grande do Sul e Paraná, numa edição que recebeu 403 iniciativas inscritas. A premiada foi a política estadual de combate à extrema pobreza chamada Sem Deixar Ninguém Para Trás, tocada pela Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos.
O relatório técnico completo, com a nota de cada estado em cada um dos dez pilares, está publicado na plataforma do CLP e pode ser baixado por qualquer pessoa.