A circulação de vírus respiratórios está alta no Paraguai, com maior impacto entre grupos vulneráveis. Em 1º de agosto de 2026, o Ministério da Saúde reforçou a orientação para manter a vacinação anual contra doenças de inverno e adotar cuidados para reduzir os contágios.
Entre as pessoas internadas nas últimas quatro semanas, 1.508 foram atendidas por infecções respiratórias agudas nos Centros Sentinela. Desse total, 16% precisaram de unidade de terapia intensiva. O acompanhamento considera o período entre as semanas epidemiológicas 26 e 29.
A faixa etária mais atingida é a de crianças com menos de 2 anos, que representa 29% das internações. Pessoas com 60 anos ou mais respondem por 28%, enquanto crianças e jovens de 5 a 19 anos somam 14% dos pacientes hospitalizados.
Por que a vacinação ganhou novo reforço no Paraguai?
A cobertura da vacina contra a influenza está em 24% entre crianças com menos de 3 anos e chega a 26% entre pessoas com mais de 60 anos. O Ministério da Saúde aponta que esses grupos estão entre os mais vulneráveis aos quadros respiratórios e concentram parte importante das internações.
Nos hospitais, os vírus identificados com maior frequência foram o sincicial respiratório, o rinovírus, o metapneumovírus e o influenza A H3N2. Nas quatro semanas analisadas, foram confirmadas 39 mortes associadas a vírus respiratórios. Nenhuma das pessoas afetadas tinha registro de vacinação contra a gripe na temporada. Em 2026, o total acumulado chega a 157 mortes.
A vacina anual contra a influenza está disponível no país e reduz o risco de complicações graves e de morte relacionadas à doença. A proteção efetiva começa duas semanas após a aplicação. Os centros de vacinação podem ser consultados no site Vacunate.
Quais cuidados ajudam a reduzir os contágios?
Pessoas com tosse, dor de garganta ou outros sintomas respiratórios devem usar máscara cobrindo boca e nariz, procurar atendimento médico e seguir o repouso indicado. Crianças sintomáticas não devem ser enviadas à escola, ao colégio ou à creche. A recomendação também vale para evitar a ida ao trabalho durante os sintomas.
Entre as medidas de proteção estão lavar as mãos com frequência, ventilar os ambientes fechados e evitar contato com pessoas sintomáticas. Ao tossir ou espirrar, a orientação é usar um lenço e descartá-lo, higienizando as mãos depois. Sem lenço, deve-se cobrir o rosto com a parte interna do cotovelo, nunca com a mão.
O país também dispõe de um imunizante contra formas graves do vírus sincicial respiratório para recém-nascidos entre novembro de 2025 e julho de 2026, na primeira exposição ao vírus, além de crianças com menos de 1 ano que tenham fatores de risco. A Organização Pan-Americana da Saúde alertou para a circulação simultânea de influenza e vírus sincicial respiratório na região.

