Moradores de áreas próximas ao Rio Dourados precisam acompanhar a elevação da água em Fátima do Sul, onde o rio chegou a pontos da Colônia de Pescadores. O aumento do volume ocorre enquanto a previsão mantém a possibilidade de mais chuva em Mato Grosso do Sul.

A chuva acumulada ajuda a dimensionar a preocupação. Na terça-feira (13), Dourados somava 219,4 milímetros, conforme a estación meteorológica de Embrapa Agropecuária Oeste. A média histórica de outubro é de 148 milímetros, o que coloca o volume cerca de 48% acima do esperado para o mês inteiro. No Estado, o acumulado de outubro já passava da média mensal em mais de 50%.

Esse foi o maior acumulado de chuva para outubro nos últimos dois anos, segundo os dados informados. Com o solo encharcado e a possibilidade de novos temporais, aumentam os riscos de alagamentos e de transbordamento de córregos na região de Dourados.

A instabilidade é alimentada por sistemas que atuam ao mesmo tempo: uma área de baixa pressão situada no Paraguai e outra condição favorável à formação de nuvens levam umidade do Norte do Brasil para a região. A passagem de uma frente fria pelo Sul reforça esse cenário em Mato Grosso do Sul, com possibilidade de chuva intensa e trovoadas.

A orientação para os moradores é não atravessar áreas alagadas e não buscar abrigo sob árvores durante tempestades. Também é preciso ter cuidado com rajadas de vento e acompanhar os alertas dos órgãos responsáveis, especialmente nas áreas próximas a rios e córregos.

Em caso de emergência, a Defesa Civil atende pelo 199 e o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo 193.