A Aldeia Limão Verde, em Amambai, terá uma nova etapa de monitoramento do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue e da chikungunya. A medida amplia a identificação de áreas com maior presença do vetor e ajuda a direcionar as ações de prevenção.

O plano inclui 35 ovitrampas, armadilhas usadas para coletar ovos do mosquito, além da capacitação de Agentes Indígenas de Saneamento Ambiental (AISAN) e Agentes Indígenas de Saúde (AIS). A estratégia será conduzida em conjunto pela Secretaria Municipal de Saúde, pelo Controle de Vetores Estadual, pelo Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI-MS) e pelo Polo Base de Amambai.

A referência disponível no município é a Aldeia Amambai, onde 40 ovitrampas recolhem aproximadamente 10 mil ovos por mês. Esses dados também permitem mapear os pontos com maiores índices de infestação e apoiar o planejamento das equipes.

A preparação ocorreu em reuniões realizadas em 13 e 14 de outubro de 2026. O secretário municipal de Saúde, Alessandro Godoi Barbosa, a coordenadora de Vigilância em Saúde, Sinthia Maciel Neves, e representantes da saúde indígena e do controle estadual participaram do alinhamento e da capacitação. Também estiveram envolvidos Rubens Aquino, do Polo Base de Amambai; Paulo Silva de Almeida, da entomologia estadual; Eliete Domingues Rios Maggioni, do DSEI-MS; e o cacique da Aldeia Limão Verde, Oldeir Pavão Rodrigues.