A deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), de 21 anos, relatou à Polícia Civil ameaças de morte e de violência sexual durante a campanha, além de ataques racistas e machistas. Segundo ela, o endereço, o telefone e os documentos dela foram expostos. Natural de Divinópolis, ela teve 524.219 votos para a Câmara dos Deputados em Minas Gerais, segundo a totalização do TSE. O partido contratou segurança para protegê-la.
O que diz a lei sobre essas ameaças
A Lei 14.192/2021 trata da violência política contra a mulher. Ela acrescentou ao Código Eleitoral o crime de assediar ou ameaçar, entre outras condutas, por qualquer meio, candidata ou detentora de mandato com menosprezo à condição de mulher ou à cor, raça ou etnia, com a finalidade de atrapalhar a campanha ou o exercício do mandato. A pena é de reclusão de um a quatro anos, mais multa.
Os números do Ligue 180 em 2026
De janeiro a agosto de 2026, o Ligue 180 registrou 1.564 denúncias de violência política contra mulheres, que reuniram 1.581 violações. Em 2025 inteiro foram 2.310 denúncias. Mulheres pretas e pardas somam 842 dos casos deste ano, mais de 53% do total. Os dados são do Ministério das Mulheres.
O que guardar como prova da ameaça
Capturas de tela com os links das mensagens e a data e a hora de cada ocorrência. A orientação do Senado é não responder às agressões, porque isso pode alimentar novos ataques.
Onde denunciar ameaças e violência
- Ligue 180: telefone 180, WhatsApp (61) 9610-0180 e e-mail central180@mulheres.gov.br. O atendimento é gratuito, sigiloso e funciona 24 horas por dia. O canal faz parte do protocolo do Ministério das Mulheres contra a violência política.
- Polícia Civil: a Delegacia de Atendimento à Mulher de Ponta Porã integra a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. O boletim de ocorrência também pode ser feito em qualquer delegacia.
- Ministério Público Eleitoral: a Procuradoria-Geral Eleitoral recebe denúncias pela Sala de Atendimento ao Cidadão do Ministério Público Federal.
- Zap Delas: a Procuradoria Especial da Mulher do Senado atende denúncias de violência digital e política pelo WhatsApp +55 61 98309-0025.
- Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos, como a discriminação racial, pelo telefone 100.
Em emergência, a orientação é ligar para a Polícia Militar, no 190. O Ligue 180 pode ser acionado de qualquer lugar do Brasil.



