Mato Grosso do Sul recebeu Leonardo DiCaprio na semana passada e quase ninguém viu. O ator passou pelo Pantanal de Miranda a partir de quinta-feira, 27 de agosto, e ficou na Caiman, a fazenda que junta hotelaria de alto padrão com projeto de conservação. A hospedagem confirmou que ele esteve lá, e parou por aí: alegando contrato de confidencialidade, não liberou imagem nem contou nada da estadia.
Ele não estava sozinho. Viajou com a namorada, a modelo italiana Vittoria Ceretti, e um grupo de amigos. Antes de descer para o Pantanal, esteve em Peixoto de Azevedo, no Mato Grosso, onde fez uma visita ao cacique Raoni.
A passagem foi curta. Nesta segunda-feira a namorada dele já aparecia no Japão, o que basicamente encerra a temporada sul-mato-grossense do ator.
O que é a Cordilheira, a villa mais cara da casa
A Caiman vende três hospedagens, e a que ele ocupou é a mais reservada das três.
- Casa Caiman: a pousada principal, com 18 suítes, recém-reformada
- Baiazinha: villa privativa de 6 suítes, fechada com exclusividade para grupos
- Cordilheira: villa privativa com 7 bangalôs de 70 m², varanda, piscina infinita e sala de ginástica. O site da própria casa a descreve como a estrutura mais exclusiva que ela tem, suspensa sobre a mata
Villa privativa quer dizer que o grupo fecha a estrutura inteira e não divide com outros hóspedes. É o formato que explica como um ator desse tamanho passa quase uma semana no estado sem foto vazando.
A hospedagem confirmou que ele esteve lá. Sobre o resto, alegou contrato de confidencialidade e não disse mais nada.
Por que o Pantanal, e não Rio ou São Paulo
A escolha faz sentido quando se olha o que DiCaprio faz fora do cinema. Ele é cofundador da Re:wild, organização de conservação ambiental, e vem se envolvendo com pautas indígenas e ambientais brasileiras há mais de vinte anos.
A Caiman abriga o Onçafari, projeto conhecido pelo trabalho com a onça-pintada, que completou 15 anos em agosto. No mesmo endereço funcionam ainda o Projeto Arara Azul, o Instituto Tamanduá, o Papagaio Verdadeiro e a RPPN Dona Aracy, segundo a lista de projetos que a casa mantém publicada.
Para quem vive na fronteira, a nota que fica é menos sobre o ator e mais sobre o destino. O Pantanal sul-mato-grossense entrou no roteiro de alguém que escolhe onde vai pelo que o lugar preserva, e não pelo que ele oferece de festa.