A pesquisa mais recente sobre a disputa ao governo de Mato Grosso do Sul foi contratada pela Televisão Ponta Porã Ltda, razão social que aparece no registro. O instituto contratado foi a Quaest Pesquisas, Consultoria e Projetos, que ouviu 804 eleitores do estado inteiro entre os dias 21 e 24 de agosto. O trabalho está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MS-00793/2026 e custou R$ 104.922, pagos com recurso próprio do contratante.
É esse registro que separa uma pesquisa de um número solto. A Resolução TSE nº 23.600/2019 obriga todo instituto a depositar no TSE, antes de divulgar qualquer resultado, o nome do contratante, o valor pago, o tamanho da amostra, o método de sorteio dos entrevistados e a margem de erro. Pesquisa sem esse depósito é considerada não registrada. Número que roda em grupo de WhatsApp sem essa ficha não tem nada disso por trás, e divulgar um resultado sem registro é infração eleitoral.
O mesmo registro também cobre a disputa ao Senado por MS. Os números abaixo tratam só da corrida ao governo do estado.
Os números por candidato, do primeiro ao último colocado
No cenário estimulado para o primeiro turno, a Quaest apurou os seguintes percentuais entre os oito candidatos registrados:
- Eduardo Riedel (PP): 40%
- Fábio Trad (PT): 13%
- Delcídio Amaral (PRD): 8%
- João Henrique Catan (Novo): 3%
- Lucien Rezende (PSOL): 2%
- Daniel Lemes (PCO): 1%
- Renato Gomes (DC): 1%
- Jeferson Bezerra (Agir): 1%
- Branco, nulo ou não vai votar: 11%
- Não sabe ou não respondeu: 20%
Somados, brancos, nulos e indecisos passam de três em cada dez entrevistados. É mais gente do que o placar de qualquer candidato, menos o de Riedel.
O que a margem de erro deixa claro e o que não deixa
A margem de erro anunciada é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de confiança. A distância de 27 pontos entre Riedel e Trad é grande demais para vir do acaso da amostragem. Já os 5 pontos entre Trad e Delcídio Amaral cabem dentro da margem. Nesse pedaço da tabela, a pesquisa não separa quem está à frente.
A Quaest fez entrevistas presenciais, na casa do eleitor, com pessoas sorteadas por município e por setor censitário do IBGE, corrigidas depois por cotas de sexo, idade, renda e escolaridade. O trabalho de campo começou dia 21 e terminou dia 24 de agosto. O resultado foi liberado para divulgação no dia 25.
Como qualquer pessoa confere esse registro sozinha
A ficha completa, com metodologia, plano amostral e relatório entregue à Justiça Eleitoral, está aberta no sistema PesqEle do TSE. Basta abrir o link, digitar MS-00793/2026 no campo "Número de identificação" e clicar em pesquisar.
O mesmo sistema lista, em "últimas pesquisas", tudo o que foi registrado nos 30 dias anteriores. Outros institutos também registraram pesquisa sobre o governo de MS neste mês de agosto, cada um com sua própria ficha, sujeita à mesma regra: sem registro, sem divulgação legal.