Mato Grosso do Sul guarda 17,19 milhões de toneladas de grãos e precisaria guardar 29,22 milhões. A conta é do Painel de Armazenagem da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho), atualizado em 28 de setembro de 2026, e deixa um déficit de cerca de 12 milhões de toneladas: o estado tem estrutura para 58,8% do que precisa.
Onde falta silo e em quais cidades sobra
O levantamento olhou 78 municípios produtores de grãos. Em 71 deles (91%) a capacidade é menor que a necessidade, e só sete têm mais estrutura do que precisam. Ponta Porã e Maracaju têm os maiores déficits e, juntos, faltam 2,43 milhões de toneladas.
Dourados aparece no outro lado da tabela, com a maior capacidade instalada, de 2,42 milhões de toneladas. Também têm saldo positivo Bataguassu, Batayporã, Porto Murtinho, Sidrolândia, Brasilândia e Três Lagoas.
Onde estão os armazéns e o que isso muda
São 799 complexos armazenadores em 65 municípios. Cerca de 88,6% da capacidade fica perto de rodovias federais, e 41% a até 30 quilômetros da BR-163. Só 7,9% está próximo da Malha Norte, a ferrovia, o que deixa a maior parte da safra dependente de caminhão.
Quanto a safra pesa sobre o silo
A estimativa para a safra 2025/2026 é de 27,9 milhões de toneladas de soja e milho, e a capacidade instalada cobre bem menos que isso. O recorde de produção, em 2023, exigia 35,07 milhões de toneladas de armazenagem e o déficit chegou a 21,53 milhões. O painel usa dados da Conab e levantamentos de campo.


