A primavera começou há cerca de uma semana e o pólen já circula no ar de Campo Grande. Segundo um pneumologista, a alergia sem tratamento adequado pode evoluir para quadros mais graves, com risco até de internação, porque qualquer processo alérgico causa inflamação.
O pólen entra em casa, não só no jardim
Os grãos microscópicos que servem à reprodução das flores estão presentes em todos os ambientes nesta época, e não apenas perto de árvores floridas. O pólen é um entre vários alérgenos, junto com ácaro, fuligem, poluição e picada de abelha. Ter alergia a um deles não quer dizer que a pessoa reaja a todos.
Que doenças aparecem quando a alergia piora
Asma, bronquite e sinusite lideram a lista da estação. Quase sempre são quadros leves, mas podem se agravar e chegar à pneumonia.
Como se proteger, segundo o médico
Para o especialista, não existe mecanismo de blindagem, porque o problema é sazonal. Sobra reforçar as defesas do corpo: beber água, comer de forma equilibrada e, no caso de alérgicos e pacientes crônicos, seguir com os medicamentos de controle sem interromper.
Calor e ar-condicionado pesam no pulmão?
Mato Grosso do Sul convive com temperaturas altas desde 26 de setembro. O pneumologista explica que a variação de temperatura mexe com o sistema respiratório e o circulatório, mas o impacto é pequeno. O choque entre ambiente quente e ar-condicionado só pesa quando a diferença é muito grande.
A vacina contra o VSR ainda vale
O médico pede vacinação em dia, em especial contra o vírus sincicial respiratório (VSR), que causa quadros graves. Na rede pública, essa vacina está disponível hoje só para gestantes. Os vírus respiratórios circulam mais no frio, mas seguem no ar na primavera e no verão. Até o fim do ano, o El Niño pode somar seus efeitos ao clima.
Na rede pública, por ora, a proteção contra o VSR fica restrita às gestantes.

