A conta de luz de setembro vem de novo com um empurrãozinho a mais: a ANEEL anunciou na sexta-feira (28) que a bandeira tarifária do mês segue amarela, com cobrança extra de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. É o quinto mês seguido nessa faixa — a bandeira amarela está acionada no país desde maio.
Na prática, a régua é simples: uma casa que consome 200 kWh no mês paga cerca de R$ 3,77 a mais; com 300 kWh, o extra fica em torno de R$ 5,66. O valor aparece somado na fatura, por cima da tarifa normal, e vale pra todo consumidor ligado à rede elétrica nacional — em Ponta Porã e região, quem é atendido pela distribuidora do lado brasileiro.
Por que a taxa extra continua na conta
O sistema de bandeiras funciona como um semáforo do custo de gerar energia: verde quando as condições são boas (sem cobrança extra), amarela e vermelha quando fica mais caro produzir. Segundo a ANEEL, a manutenção da amarela reflete "condições menos favoráveis de geração de energia no País, com necessidade de utilização de fontes de geração com custos mais elevados" — é o efeito do período mais seco, que reduz a força das hidrelétricas e obriga a acionar usinas mais caras.
A agência aproveitou o anúncio pra reforçar o uso consciente: pequenas mudanças de hábito — banho mais curto, lâmpada apagada em cômodo vazio, ar-condicionado regulado — ajudam a segurar o consumo enquanto a taxa extra estiver de pé. A bandeira de outubro será anunciada no fim de setembro.
E do lado paraguaio da fronteira?
O sistema de bandeiras é uma regra do setor elétrico brasileiro — não existe do lado paraguaio. Em Pedro Juan Caballero, a energia é fornecida pela ANDE, a estatal paraguaia, com estrutura de tarifas própria e sem o mecanismo de taxa extra mensal. Ou seja: o aviso deste mês muda a conta de quem mora do lado brasileiro da linha.
Entender a bandeira na sua conta
A página oficial da ANEEL explica como as bandeiras funcionam e mostra o valor vigente de cada faixa. Abrir a página das bandeiras na ANEEL