A conta é rara no interior do Brasil, onde tanta cidade pequena perde gente ano após ano: na faixa de fronteira do sul de MS, ninguém encolheu. As estimativas populacionais de 2026 do IBGE mostram os seis municípios da linha e da faixa — de Ponta Porã a Laguna Carapã — todos com mais moradores do que o Censo contou em 2022.
- Ponta Porã — 99.572 moradores, +7.555 desde 2022 (+8,2%)
- Antônio João — 9.790 moradores, +487 (+5,2%)
- Aral Moreira — 11.163 moradores, +415 (+3,9%)
- Laguna Carapã — 7.060 moradores, +261 (+3,8%)
- Coronel Sapucaia — 14.708 moradores, +419 (+2,9%)
- Bela Vista — 21.800 moradores, +187 (+0,9%)
Ponta Porã é o motor do movimento: os 7.555 novos moradores desde o Censo — alta de 8,2% — levaram a cidade ao posto de 4ª maior de Mato Grosso do Sul, ultrapassando Corumbá. Mas o dado que muda a leitura é o dos vizinhos pequenos: Antônio João cresceu 5,2%, Aral Moreira 3,9% e Laguna Carapã 3,8% — ritmo que muita cidade média não alcança.
A região inteira anda no mesmo passo
O quadro se repete no entorno: Amambai, na faixa de fronteira mais ao sul, estima 42.071 moradores (+7% desde 2022), e Dourados, o polo regional, chegou a 266.950 (+9,7%). Pra quem vive aqui, o recado dos números é concreto — mais gente significa mais pressão por escola, saúde e moradia, mas também mais comércio, mais serviço e mais peso político na hora de brigar por investimento.
Vale o lembrete de método: estimativa não é recontagem. O IBGE projeta a população de cada município entre um censo e outro, e é esse número oficial que define, por exemplo, o repasse do Fundo de Participação dos Municípios. A próxima fotografia completa só vem com o Censo 2030.
Conferir a estimativa da sua cidade
O painel Cidades do IBGE mostra a população estimada e os dados do Censo de qualquer município do país. Abrir o painel Cidades do IBGE