R$ 100 mil por ano: é o teto que uma propriedade rural pode receber, dentro do Pantanal de Mato Grosso do Sul, por manter vegetação nativa além do que a Reserva Legal já exige.
O valor sai do programa PSA Bioma Pantanal, instituído pela Resolução Semadesc nº 095, de 27 de março de 2025, com recursos do Fundo Clima Pantanal. O pagamento é de R$ 55,47 por hectare de vegetação nativa excedente preservada a cada ano, com teto de R$ 100 mil por propriedade ou R$ 300 mil para grupos de até três propriedades associadas.
Primeira rodada já pagou quase R$ 3 milhões
Na primeira seleção do subprograma PSA Conservação, 40 propriedades rurais receberam R$ 2.961.274,95 pela preservação de 112.098,79 hectares de vegetação nativa excedente, com recursos liberados em março de 2026.
Segunda chamada chega a Aquidauana e mais cinco municípios
A segunda seleção do PSA Conservação aprovou 59 propriedades e reprovou 14, em Corumbá, Aquidauana, Miranda, Porto Murtinho, Coxim e Rio Verde. O resultado consolidado, publicado em dezembro de 2025, somou 126.182,77 hectares de vegetação nativa preservada e deu início à assinatura dos Termos de Adesão que liberam o pagamento aos produtores.
Brigadas de combate a incêndio também entram no programa
O outro subprograma, o PSA Brigadas, tem R$ 7 milhões disponíveis para prevenção e combate a incêndios florestais no Pantanal. Na primeira seleção, o Estado destinou mais de R$ 6,1 milhões, exatos R$ 6.166.934,32, a 13 projetos de sete organizações não governamentais, com recursos também do Fundo Clima Pantanal.
A Semadesc ainda não detalhou quando as 59 propriedades aprovadas na segunda chamada, entre elas as de Aquidauana, recebem os valores devidos pela preservação.