Um aplicativo gratuito, sem cadastro, que promete dar uma nota de 0 a 10 pra saúde do solo a partir de fotos tiradas com o celular: é o SoilView Analysis, desenvolvido por Rafael Rossi, professor da UFMS em Chapadão do Sul, com Cassiano Garcia Roque como supervisor da pesquisa.
Como funciona o protocolo de fotos
O sistema pede seis fotos por ponto analisado: duas da superfície, duas entre 0 e 15 cm de profundidade e duas entre 15 e 30 cm. As imagens precisam seguir padrão de distância, iluminação e enquadramento, sem filtro. Junto das fotos, o usuário responde perguntas sobre raízes, macrofauna e dificuldade de escavação no ponto.
A nota final mistura os dois lados: 60% vem da avaliação que o próprio usuário faz a partir das perguntas, 40% da análise computacional das imagens.
O software complementa, e não substitui, a análise laboratorial — agrega mais uma camada de informação sobre a saúde do solo.
A frase é de Rossi, sobre o papel da ferramenta: não é pra trocar o laudo de laboratório, é pra dar um retrato rápido antes dele.
O que já foi testado até agora
O modelo foi treinado com mais de 600 fotografias de solos do Centro-Oeste brasileiro, e os resultados preliminares mostraram correlação estatística forte com os métodos tradicionais de análise. Uma nova etapa da pesquisa vai testar 80 pontos, com oito formas diferentes de manejo do solo. No primeiro mês de uso, o SoilView já passou de 100 análises.
Serviço: como acessar o SoilView
O SoilView Analysis é gratuito e funciona pelo navegador, sem instalação nem cadastro. O projeto nasceu do pós-doutorado de Rafael Rossi na UFMS, ao longo de um ano de pesquisa, com Cassiano Garcia Roque na supervisão. O perfil do pesquisador na UFMS está disponível no site da universidade.