A passagem de Leonardo DiCaprio pelo Refúgio Caiman, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, já virou notícia por aqui. O que ficou de fora é o resto da viagem: dali, o ator seguiu pro Alto Xingu, reencontrou o cacique Raoni Metuktire e fechou a semana em Brasília, numa reunião no Palácio do Planalto.
No território Yawalapiti, DiCaprio esteve com o cacique Raoni, hoje com 94 anos. Não era a primeira vez: os dois se conheceram em 2004, faz 22 anos. O encontro deste ano tem um motivo concreto: DiCaprio está narrando o documentário Raoni: The Voice of the Forest, que está em fase final de produção.
De Peixoto de Azevedo a Brasília
Depois do Xingu, DiCaprio foi a Brasília, onde se reuniu por cerca de 40 minutos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Janja no Palácio do Planalto, na quarta-feira (2). A ministra da Cultura, Margareth Menezes, também participou do encontro. Janja presenteou o ator com uma fotografia de Raoni, feita pelo fotógrafo oficial da Presidência, Ricardo Stuckert.
O Brasil tem realizado esforços incríveis para proteger a Amazônia e outros ecossistemas únicos.
Leonardo DiCaprioPor que a viagem toda aconteceu agora
A sequência de paradas não é coincidência de calendário. DiCaprio é cofundador da Re:wild, organização internacional de conservação, e a passagem pelo Brasil terminou às vésperas do Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro. Pantanal, Xingu e Cerrado (o ator também visitou a Fazenda Trijunção, com 30 mil hectares de vegetação nativa) formam três biomas diferentes numa viagem só.
Quem é o cacique Raoni
Liderança indígena kayapó, Raoni é uma das vozes mais conhecidas internacionalmente na defesa da Amazônia. Abrir o site do Instituto Raoni